Arquivado em: Marina

Queridos amigos leitores:

Queria ter uma coisa bem linda para escrever sobre o Dia Internacional da Mulher, mas eu não tenho. Desde que descobri de onde surgiu essa data só consigo imaginar as mulheres pegando fogo naquela fábrica e depois já lembro das bruxas queimando e penso: o que dizer de lindo sobre isso?

“Ah, que maravilha! A única coisa que pode nos queimar hoje é a depilação a laser…” (???)

Bem, deixa quieto… Melhor falar de outra coisa.

Um tema que sempre me deixa entretida é o vocabulário dos outros países: gírias, expressões e, principalmente, palavrões. Aproveitando que ontem rolou o Oscar (aliás, nós aqui em casa recebemos um Oscar nesse fim de semana, sabia? Meu tio Oscar veio nos visitar, tô falando sério!), que tal lembrar de expressões do cinema americano? Coisas que as legendas não traduzem…

Primeiro exemplo é a expressão “bull shit“. Está lá no seu filme uma cara falando alguma coisa qualquer e o outro interrompe dizendo “Bull shit!” e lá na sua legenda aparece “Isso é besteira!”, ou “Que bobagem!”, mas a tradução literal é “merda de boi”, isto é: “esterco”.
Então, na próxima vez que um amigo seu estiver te falando alguma teoria ridícula sobre algum e-mail científico-conspiratório que ele recebeu, o interrompa dizendo: “Isso é esterco!”. Pronto. Acabou o assunto.

Outros exemplos:

- Chicken: “galinha”, mas é usada para chamar alguém de covarde. Significa o mesmo que “banana” em português. Só que não dá pra traduzir no dia a dia, porque chamar alguém de “galinha” em português tem outro significado que todo mundo conhece…

- Banana: não, não é covarde, é maluco. “This is banana!” quer dizer “Isso é loucura!”.

- Mother fucker: Traduzido como filho da p***, mas na verdade é o contrário: é alguém com um caso extremo de complexo de Édipo.

- Crazy bastard: Um filho fora do casamento muito louco! (R.I.P. Herbert Richards)

- Fucking shit: Como traduzir isso? Alguém tem uma sugestão?

- Holy shit: “Merda sagrada”, exatamente.

- Asshole: Buraco da bunda, ou melhor “c*” mesmo.

- Piece of shit: eles adoram trduzir como “seu monte de lixo!”, mas na verdade é “seu pedaço de merda!”. De um monte, virou um pedaço… e aí? É melhor ser um monte de lixo ou um pedaço de merda? Reflita…
Claro que tem zilhões de expressões do cinema americano que eu não lembrei agora, o que pode gerar novas edições como “Expressões intraduzíveis do cinema americano II – o retorno”, ou “III – a missão” e até “IV – eternamente” e por aí vai. Assim como tem expressões brasileiras que não tem um similar americano como a nacionalíssima “p*** que pariu” que ganhou a versão completamente meaningless: “put a keep are you”…

Mas algo que me incomoda muito em qualquer filme americano é: por que os policiais de lá se chamam TIRAS???
De onde nossos tradutores tiraram essa palavra? De onde “cop” lembra “tira“??? No Brasil não existe nenhum “tira”! “Tiras” não existem!! Isso não faz sentido! Resumindo, se no filme tem um tira, é o fim, virou um filme tosco, tradução brasileira Marshmallow.

Então, seus bananas (covardes e malucos, hahaha!), por hoje é só.

Hasta la vista, baby…

Postado por: Má Matiazi
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Eu sou fã da Adriana Birolli.

Sei que não faz muito tempo que ela saiu daqui de Curitiba, porque não faz tanto tempo assim que eu assisti a peça dela “Manual Prático da Mulher Desesperada” e outra chamada “Sou Ator Mas Não Sou Gay” em teatros alternativos da cidade, com um público mais ou menos lotado em que ela era a estrela. Agora ela está na Globo, em pleno horário “nobre” na novela no “Maneco” (todo mundo é íntimo dele ou é impressão minha?), fazendo uma típica vilã juvenil (sonho de muitas atrizes) filha de “monstros sagrados” (pra mim “monstro sagrado” é tipo o dragão chinês, mas tudo bem) da TV como José Mayer e Lília Cabral e vejo ela na capa de fevereiro da revista Criativa. Constato: “Essa menina deu certo!”

Mas volto meu raciocínio à frase anterior e repenso: que coisa horrível dizer que alguém “deu certo”! Já pensou profundamente nisso? Falar que uma mulher “deu certo”, é como dizer que até agora ela estava “dando errado” até agora. Como se agora ela tivesse dado, enfim, pra pessoa certa – e como se na Globo alguém comesse mulher! (frase inspirada na própria peça dela, ok?)

E é horrível pensar que, se eu, até mesmo eu, uma pessoa que evita ao máximo assistir uma novela (ainda mais do Manoel Carlos – as pessoas estão sempre rindo, mas ninguém nunca fala nada engraçado!!) e evita ao máximo ler revistas de mulherzinha como a Criativa (tá bom, minha mãe assinou, mas eu não paro de pedir pra ela desistir dessa praga!) está achando que AGORA ela deu certo, quer dizer que novela das 8 e capa de revista é sinônimo de sucesso! Antes, todo o trabalho de teatro que ela fez não valesse bosta nenhuma… Peraí: eu não penso assim! Isso já está no meu subconsciente?? Holy shit!

Curitiba perde muitos bons atores para a Globo e para o Rio de Janeiro. Digo perde porque eles nunca mais voltam. Você voltaria para uma cidade gelada em todos os sentidos com mais de 30 teatros e nenhum público? Só pra visitar a mamãe, isso se ela não se mudou junto. Foi o que fez a Letícia Sabatela que apareceu de surpresa num almoço beneficente da creche onde minha tia trabalha. Todos – eu disse TODOS – que estavam lá no dia tiraram foto com ela, nem que fosse aparecendo de bicão no fundinho fazendo um sinal de positivo na foto alheia. Daí eu imagino: dar certo deve ser um saco! Às vezes…

Eu já falei uma vez com a Adriana Birolli. Ela é uma curitibana típica – pelo menos comigo foi – não é lá muito de sorrisos, faz cara de tédio quando você a elogia: básico. Mas ela merece elogios. Ganhou muitos prêmios e é uma atriz excelente – além de belíssima! Muito, mas muito mais bonita do que parece na TV (e na capa da Criativa), tem olhos lindos um corpão irretocável. Sabia que se fosse para a TV faria sucesso. Até tentei – juro que tentei – assistir um capítulo ou outro da novela para ver como ela estava se saindo. Não foi impressionante – não como ela é ao vivo – mas foi satisfatório. A voz dela ficou um pouco anasalada, coisa boba, irrelevante, pois, como eu disse, sou fã da Adriana Birolli.

Como eu a conheci? Ahhh, nada de mais: um amigo meu fez essas duas peças com ela e me convidou pra assistir. O nome dele é Cadu Schefer. Coloque Cadu Schefer no YouTube e sabe o primeiro vídeo que vai aparecer? “Dança do Quadrado”. Foi ele que dirigiu aquela porra. E você achando que Dança do Quadrado e novela de Manoel Carlos não tinham nada a ver, heim? Vivendo a vida e aprendendo…

Ah! Quem é a Adriana Birolli? É a Isabel de “Viver a Vida”. Facilitou, né?

Abraço a todos!

3897155 300x199 Eu sou fã da Adriana Birolli

Cadu Schefer e Adriana Birolli

Postado por: Má Matiazi
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Todas nós mulheres, ou pelo menos boa parte de nós, teve nos primeiros anos de vida um amiguinho de infância, com quem tínhamos uma relação inocente e “fofinha”. Algumas (em especial no caso das que não têm irmãos mais velhos) descobriram com um deles que os meninos tinham um “torneirinha” e nós não.

O tempo passa, alguns desses amiguinhos de infância somem no mundo, outro somem por um tempo e depois reaparecem, outros são eternos vizinhos, e assim vai. Mas tem algo  que é inerente a todos: eles mudam! O que é completamente saudável, lógico – se seu amigo se comporta até hoje da mesma forma que aos 5 anos é muuuuito estranho, então, por favor, consiga um médico para ele.

Nenhum mal nisso, mas algumas mudanças, mais do que outras, devem nos deixar atentas, por exemplo:

Situação N° 1:

Você comenta com seu amigo (ironicamente, lógico) que, do jeito que ganha  pouco com o seu emprego, está pensando em fazer bico como prostituta. Se preocupe se ele perguntar:

“Hum… E está pensando em cobrar quanto?”

E se preocupe ainda mais se ele comentar:

“Ihhh… Lá vem concorrência…”

Situação N° 2:

Você coloca um vestido novo e pergunta para seu amigo o que ele achou. Se preocupe se ele responder:

“Não ficou bom em você, pode ir tirando.”

E se preocupe ainda mais se ele responder:

“Não ficou bom em você: em mim ficaria melhor.”

Situação N° 3

Você comenta que quer fazer um corte diferente nos cabelos. Se preocupe se ele perguntar:

“Em quais?”

E se preocupe ainda mais se ele perguntar:

“Você não quer que eu corte?! Vai ser um arraso!”

Situação N° 4

Você comenta com seu amigo que acha que ergordou. Se preocupe se ele comentar:

“Não tem problema, assim tem mais lugar pra pegar…”

E se preocupe ainda mais se ele perguntar:

“Já tentou vomitar depois de comer?”

Situação N° 5

Você liga para ele chorando contando que acabou de ter uma briga feia com seu namorado. Se preocupe se ele perguntar:

“Então você está solteira???”

E se preocupe ainda mais se ele perguntar:

“Então ele está solteiro???”

Postado por: Má Matiazi
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Tinha me esquecido que hoje é segunda-feira, isso não é ótimo?

Então, vejo-me na obrigação de falar de Carnaval, afinal, que evento, não?

Eu, particularmente, não aprecio muito. Mas é meio bizarro e, como qualquer bizarrice, chama a atenção: a gente não gosta de saber que numa aldeia da Índia vive um coitado conhecido como “homem-árvore”, ou o outro, o tal “homem-elefante” (como será que seria o encontro entre os dois? O “homem-elefante” arrancaria uma lasca do “homem-árvore” e comeria?), mas mesmo assim ao sabermos que vai passar um programa sobre eles no Discovery Chanel, a gente não perde! Com o Carnaval é a mesma coisa…

Quando eu era criança eu assistia os desfiles das Escolas de Samba para ver mulher pelada – por que? Não sei. Sério mesmo, não faço a mínima idéia, afinal, se eu quisesse ver mulher pelada era só ir ao vestiário do clube, afinal sou mulher! Nem sou homo nem nada, vai entender. Mas era por isso… talvez pura curiosidade.

Não sei se é impressão minha, mas parece que as mulheres não ficam mais tão peladas nesses desfiles quanto ficavam antes, ou melhor, menos mulheres se dispõe a botar tudo de fora. Até a Globeleza está mais discreta! A sociedade cada dia mais liberal e na Sapucaí, mais pudor. Vai entender? Se bem que hoje em dia não é por isso que vejo desfiles: é pelas aberrações…

Nada que se compare a um “homem-árvore” ou “homem-elefante”, mas me deixa meio impressionada um físico de uma “mulher-melancia”, por exemplo. Adrianas Bombons, Valeskas Popozudas e outras fisiculturistas que, infladas até quase estourar, se sacodem sem deixar que nada sacuda ao mesmo tempo: é bizarro! Barrigas tanquinho, com mais gomos que um plástico-bolha, coxas que mais parecem troncos de sequóias milenares de tão grossas, bronzeadas como frangos assados banhadas em óleo suficiente para se manter a produção de batatas fritas do MacDonalds por um dia inteiro, elas roubam a cena do Carnaval , fazendo cair o queixo da audiência estupefata.

Eu sempre fui de não apreciar nem mesmo homens tão musculosos – e aproveito para mandar um carinhoso cuspe na cara de meu querido conterrâneo, o siliconado Rodrigo (http://www.youtube.com/user/rodrigosantosish) que pega toooodas – quanto mais mulheres. Não sei expressar o que sinto: medo? Raiva? Não… Quem sabe um sentimento de que talvez não sejam da mesma espécie que eu – a autodenominada “Mulher Gelatina”.

Um meio termo é o que eu busco – entre elas e eu – por isso comecei a fazer musculação: para tentar lembrar meus músculo de que eles existem. Um lembrou tanto, mas tanto, que eu não consegui esquecer dele durante dois dias! Dá-lhe arnica!

Mas, voltando ao Carnaval, não é que eu não ache uma festa popular bonita em alguns sentidos, mas em outros é uma idolatria completa e estúpida às celebridades que são um péssimo exemplo para nós todos – principalmente essas de quinta categoria com nome de fruta ou com a sigla ex-BBB antecedendo o nome – e só colaboram para abrilhantar (e encher de penas) a já tão grande futilidade brasileira.

Tem certeza que eu preciso saber que a Susana Vieira está passando a noite dançando funk com o Preta Gil?? Prefiro mudar de canal e ver a vida sofrida do “homem-elefante” ou melhor – bem melhor: vou ler um livro!

Ziriguidum pra todos!

Postado por: Má Matiazi
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coisasdanet12 300x300 Oh! Pobres cães de madame!

Alguém salve esse cachorro!

 Oh! Pobres cães de madame!

Que fofura, não? Não?

 Oh! Pobres cães de madame!

Dourado, onça...

Primeira reação ao ler isso certamente será: “Pobres cães de madame? E os cachorros de rua? E as crianças abandonadas?”. Sim, é claro, o sofrimento deles nem se compara ao que sofre um pobre bichón frisé em sua caminha modelo “bercinho com babados” estampado de oncinha com lacinhos cor de rosa-choque e colarzinho de strass da Bielo Rússia chamado Tinkerbell… mas é um sofrimento diferente.

Imagine você, um simples animalzinho domesticado, no meio da sua existência canina ser tratado como um bibelô, com direito a salão de beleza, laçarotes, perfume, passeios em bolsas de grife, jóias de verdade… Caramba! É um cachorro! Cachorro gosta de andar no chão, cheirar cocô, rolar na terra, fazer xixi na frente do portão dos outros cachorros… A alegria canina é diferente da alegria de uma Barbie!

Estou meio ligeiramente completamente revoltada desde que resolvi procurar na internet uma casinha de cachorro para meu vira-latinha “gente fina” chamado Moog. Na verdade ele mora com meu namorado, mas é nosso filhotinho. Está com seis meses, roendo um osso aqui do lado. Dorme na garagem, mas adora uma toquinha, e a que ele tinha ficou pequena – estava dormindo com metade do corpo para fora, coitadinho, então resolvemos que já era hora de uma nova! (comprei já, bem bonita, mas sem “floreira artificial na varanda”!)

Bem, entrei em dúzias de sites e cada um mais fresco que o outro! Tinha pensado em colocar uma almofadinha dentro da casinha nova (sim, ele é um vira-lata mimado) e me deparei com um verdadeiro festival de frescuras: caminha modelo Tókio, modelo berço, modelo “sapatinho” – tinha até cadarço! -, modelo superluxo, modelo “princesa” com dossel e tudo, modelo “divã”, ortopédica, “personalizada”, etc etc etc. Sabe o que é caminha “personalizada”? É uma caminha com duas almofadas (em forma de osso, às vezes) e mais o colchãozinho, todos com o nome do cachorro bordado. Que gracinha… O cachorro não sabe ler!!! Que diferença vai fazer pra ele??

As estampas das mais variadas variedades de onça, tigre, zebra e outras “feras”, muito parecidas com seu chiuaua de pelo longo. Sabia que existe “boneca inflável” para seu maltês poder trepar à vontade sem incomodar as visitas? Unhas falsas para seu lulu da polmerânia não arranhar o sofá? Produtos para transporte: desde grades para deixar seu cachorro de grande porte bem seguro no porta-malas (cachorro grande é “mala”, cachorro pequeno é “carteira”), até, pasmem: carrinho de passeio! Exatamente: igual ao carrinho para passear com bebês que ainda não sabem andar! Juro!!!

Vamos voltar ao capítulo “alegrias de um cachorro” e imaginar o pobre dentro de um carrinho cheio de frufru vendo seus colegas peludos chafurdarem na lama e dar aquele latido agudinho de “socorro! me salvem dessa louca”. É ou não é um coitadinho?

Tem gente que ainda fala que tem raiva de “cachorro de madame”. Tenha raiva da madame! O cachorro não pede “me compre um pingente de ouro”, a mulher que enfia nele (com risco dele dar uma coçadinha e arrancar o negócio e ainda, depois que achar, engolir! Que cocozinho precioso…). Não é o cãozinho que pede uma festa de aniversário, é uma imbecil que faz para ele porque quer – festa de casamento muito menos! Imagine se um cachorro tem a mínima ideia do que é um casamento?? Acha que ele é fiel àquela poedle micro toy vestidinha de noiva? Ainda mais com uma “boneca inflável” dando sopa…

Precisa ver a dificuldade de arranjar uma coleira “de macho” pro meu filhote: é tudo pra cachorro gay, com strass, com lacinho, com renda, com babado… Credo! Parece que dizem: “quer cachorro macho? Compra um cachorro grande! Cachorro pequeno é gay e pronto!”.

Na minha opinião, isso é coisa de mulher que não teve infância, ou que quer muuuuito voltar a brincar de boneca. Quer brincar de casinha? Compra uma Barbie! Tem umas que são feitas para adulto que eles chamam de “edição para colecionador”, para não ficar tão feio assim, você, 50 anos na cara, na loja de brinquedo, comprando uma Barbie. Faça isso, pelo amor de São Bernardo!!!

Cachorro é uma delícia de conviver e deve sim ser muito bem tratado (com ração boa, com atenção, carinho, um lugar gostoso para dormir), mas nunca se esqueça de é um cachorro. Se você não trata seu cãozinho como cãozinho e sim como um projeto de gente, quem não gosta de cachorro é você. Eu gosto assim, soltinho e feliz, cavando buraco no jardim!

Um grande abraço a todos e um cafunezinho nos totós!

Postado por: Má Matiazi
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