Hoje recebemos como convidado Michel Dromed.
Vem nos falar sobre A Praia, na versão do farofeiro.
Como é supimpa ir a praia, me sinto tão bem! Quando chega o domingo; encho o Chevette de tranqueiras e desço o morro com a família. Como vou trabalhar na segunda-feira, tenho que aproveitar ao máximo meu dia de folga.
Enchi meu carango; que felicidade! Estavam as crianças, a muié, até a Filha da Puta da sogra, mas o que não podia faltar era o frango com farofa e a caixa de isopor cheia de cerveja e caipirinha já feita em casa para economizar tempo e dinheiro, pois eu só tinha o da gasolina e o da caixinha do guarda, caso ele me parasse devido meus pneus carecas e o capô cheio de massa.
Pegamos a Mogi-Bertioga e seguimos nosso caminho sentido litoral norte, olha que chique!
Logo no início da viagem meu filho queria que eu parasse para ele ir mijar, fiz o cagão fazer o serviço no saquinho de salgadinho Fofura que ele tinha acabado de comer, ele fez, jogamos pela janela do carro e seguimos viagem. No meio da serra minha muié, me fez parar o carro para tirarmos “retratos” de frente para a cachoeira, um saco! Fiz o que ela queria, senão a dita cuja iria buzinar no meu ouvido o dia todo.
Depois de umas 3 horas de viagem a 60Km/h pois o Chevette não suportava andar além disso, enfim chegamos e já montamos acampamento como bom farofeiros que somos.
Minha sogra, aquele gigantesco maracujá de gaveta, já saiu toda pronta do carro, parecendo uma colchonete amarada e ancorou-se na areia como uma tartaruga da Ilha de Galápagos, meus filhos de 14 e 15 anos, não tinham sungas e brincavam de cueca mesmo, minha esposa desfilava seu maiô verde de bolinhas laranjas e laço atrás, eu usava aquela sunga em formato de asa delta com desenho de oncinhas muito elogiada na década de 80. Fizemos nossa refeição a base de frango de padaria com farofa, regado a cerveja e Guaraná Convenção que é mais barato. As crianças atochavam o bucho de bolacha Bruxinhas com recheio de doce de leite, que era a única que tinha no mercadinho perto de casa.
Uma certa hora, deu uma caganeira desgranhenta em minha sogra e tive que desembolsar R$ 2,80 que era da caixinha do guarda para comprar uma cerveja no quiosque e “passar um pano”, para que a véia pudesse cagar; e a desgraçada ainda entupiu a porra do banheiro. Não tinha cristo que entrasse lá, bebi a cerveja rapidinho e saímos de fininho para que o dono não se ligasse.
Lá pelas 7 da noite arrumamos as tralhas e demos linha na pipa, tava um trânsito “du caralho” e o Chevette ferveu três vezes antes de chegar na subida da serra, fora o pneu furado.
Aos trancos e barrancos conseguimos chegar em Itaquaquecetuba, parecendo camarões guatemalences de tão vermelhos, pois nem sabíamos o que era protetor solar, eu achava que era aquele troço de papelão que se coloca no painel do carro pra não rachar.
Nossa! De noite tava uma beleza; ninguém conseguia dormir, devido o corpo ardendo pra caralho, mas o melhor era minha sogra que estava com o cú todo assado e cheio de Hipoglós.
Como é bom ser farofeiro, mas, da próxima vez, eu juro que além da cerveja, do frango e do Guaraná Convenção, vou levar esse tal de protetor solar, pois dizem que é bom para nós não torra.
Já a sogra eu não levo mais, vai se foder!
E aí, gostou??
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