Então, vejo-me na obrigação de falar de Carnaval, afinal, que evento, não?
Eu, particularmente, não aprecio muito. Mas é meio bizarro e, como qualquer bizarrice, chama a atenção: a gente não gosta de saber que numa aldeia da Índia vive um coitado conhecido como “homem-árvore”, ou o outro, o tal “homem-elefante” (como será que seria o encontro entre os dois? O “homem-elefante” arrancaria uma lasca do “homem-árvore” e comeria?), mas mesmo assim ao sabermos que vai passar um programa sobre eles no Discovery Chanel, a gente não perde! Com o Carnaval é a mesma coisa…
Quando eu era criança eu assistia os desfiles das Escolas de Samba para ver mulher pelada – por que? Não sei. Sério mesmo, não faço a mínima idéia, afinal, se eu quisesse ver mulher pelada era só ir ao vestiário do clube, afinal sou mulher! Nem sou homo nem nada, vai entender. Mas era por isso… talvez pura curiosidade.
Não sei se é impressão minha, mas parece que as mulheres não ficam mais tão peladas nesses desfiles quanto ficavam antes, ou melhor, menos mulheres se dispõe a botar tudo de fora. Até a Globeleza está mais discreta! A sociedade cada dia mais liberal e na Sapucaí, mais pudor. Vai entender? Se bem que hoje em dia não é por isso que vejo desfiles: é pelas aberrações…
Nada que se compare a um “homem-árvore” ou “homem-elefante”, mas me deixa meio impressionada um físico de uma “mulher-melancia”, por exemplo. Adrianas Bombons, Valeskas Popozudas e outras fisiculturistas que, infladas até quase estourar, se sacodem sem deixar que nada sacuda ao mesmo tempo: é bizarro! Barrigas tanquinho, com mais gomos que um plástico-bolha, coxas que mais parecem troncos de sequóias milenares de tão grossas, bronzeadas como frangos assados banhadas em óleo suficiente para se manter a produção de batatas fritas do MacDonalds por um dia inteiro, elas roubam a cena do Carnaval , fazendo cair o queixo da audiência estupefata.
Eu sempre fui de não apreciar nem mesmo homens tão musculosos – e aproveito para mandar um carinhoso cuspe na cara de meu querido conterrâneo, o siliconado Rodrigo (http://www.youtube.com/user/rodrigosantosish) que pega toooodas – quanto mais mulheres. Não sei expressar o que sinto: medo? Raiva? Não… Quem sabe um sentimento de que talvez não sejam da mesma espécie que eu – a autodenominada “Mulher Gelatina”.
Um meio termo é o que eu busco – entre elas e eu – por isso comecei a fazer musculação: para tentar lembrar meus músculo de que eles existem. Um lembrou tanto, mas tanto, que eu não consegui esquecer dele durante dois dias! Dá-lhe arnica!
Mas, voltando ao Carnaval, não é que eu não ache uma festa popular bonita em alguns sentidos, mas em outros é uma idolatria completa e estúpida às celebridades que são um péssimo exemplo para nós todos – principalmente essas de quinta categoria com nome de fruta ou com a sigla ex-BBB antecedendo o nome – e só colaboram para abrilhantar (e encher de penas) a já tão grande futilidade brasileira.
Tem certeza que eu preciso saber que a Susana Vieira está passando a noite dançando funk com o Preta Gil?? Prefiro mudar de canal e ver a vida sofrida do “homem-elefante” ou melhor – bem melhor: vou ler um livro!
Ziriguidum pra todos!
Má
foda o título!! bem sacado…
é carnaval, esperava mais o q? AUShuAHSuAHsuhUAHsuHAs
@Yury Veiga,
@zeh, Quem? Eu?! hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah peraí peraí... hahahahahahahahahahahahahaha pronto. Não, peraí... hahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha aiaiai...
Não, você não quer!