Sei que não faz muito tempo que ela saiu daqui de Curitiba, porque não faz tanto tempo assim que eu assisti a peça dela “Manual Prático da Mulher Desesperada” e outra chamada “Sou Ator Mas Não Sou Gay” em teatros alternativos da cidade, com um público mais ou menos lotado em que ela era a estrela. Agora ela está na Globo, em pleno horário “nobre” na novela no “Maneco” (todo mundo é íntimo dele ou é impressão minha?), fazendo uma típica vilã juvenil (sonho de muitas atrizes) filha de “monstros sagrados” (pra mim “monstro sagrado” é tipo o dragão chinês, mas tudo bem) da TV como José Mayer e Lília Cabral e vejo ela na capa de fevereiro da revista Criativa. Constato: “Essa menina deu certo!”
Mas volto meu raciocínio à frase anterior e repenso: que coisa horrível dizer que alguém “deu certo”! Já pensou profundamente nisso? Falar que uma mulher “deu certo”, é como dizer que até agora ela estava “dando errado” até agora. Como se agora ela tivesse dado, enfim, pra pessoa certa – e como se na Globo alguém comesse mulher! (frase inspirada na própria peça dela, ok?)
E é horrível pensar que, se eu, até mesmo eu, uma pessoa que evita ao máximo assistir uma novela (ainda mais do Manoel Carlos – as pessoas estão sempre rindo, mas ninguém nunca fala nada engraçado!!) e evita ao máximo ler revistas de mulherzinha como a Criativa (tá bom, minha mãe assinou, mas eu não paro de pedir pra ela desistir dessa praga!) está achando que AGORA ela deu certo, quer dizer que novela das 8 e capa de revista é sinônimo de sucesso! Antes, todo o trabalho de teatro que ela fez não valesse bosta nenhuma… Peraí: eu não penso assim! Isso já está no meu subconsciente?? Holy shit!
Curitiba perde muitos bons atores para a Globo e para o Rio de Janeiro. Digo perde porque eles nunca mais voltam. Você voltaria para uma cidade gelada em todos os sentidos com mais de 30 teatros e nenhum público? Só pra visitar a mamãe, isso se ela não se mudou junto. Foi o que fez a Letícia Sabatela que apareceu de surpresa num almoço beneficente da creche onde minha tia trabalha. Todos – eu disse TODOS – que estavam lá no dia tiraram foto com ela, nem que fosse aparecendo de bicão no fundinho fazendo um sinal de positivo na foto alheia. Daí eu imagino: dar certo deve ser um saco! Às vezes…
Eu já falei uma vez com a Adriana Birolli. Ela é uma curitibana típica – pelo menos comigo foi – não é lá muito de sorrisos, faz cara de tédio quando você a elogia: básico. Mas ela merece elogios. Ganhou muitos prêmios e é uma atriz excelente – além de belíssima! Muito, mas muito mais bonita do que parece na TV (e na capa da Criativa), tem olhos lindos um corpão irretocável. Sabia que se fosse para a TV faria sucesso. Até tentei – juro que tentei – assistir um capítulo ou outro da novela para ver como ela estava se saindo. Não foi impressionante – não como ela é ao vivo – mas foi satisfatório. A voz dela ficou um pouco anasalada, coisa boba, irrelevante, pois, como eu disse, sou fã da Adriana Birolli.
Como eu a conheci? Ahhh, nada de mais: um amigo meu fez essas duas peças com ela e me convidou pra assistir. O nome dele é Cadu Schefer. Coloque Cadu Schefer no YouTube e sabe o primeiro vídeo que vai aparecer? “Dança do Quadrado”. Foi ele que dirigiu aquela porra. E você achando que Dança do Quadrado e novela de Manoel Carlos não tinham nada a ver, heim? Vivendo a vida e aprendendo…
Ah! Quem é a Adriana Birolli? É a Isabel de “Viver a Vida”. Facilitou, né?
Abraço a todos!
Má
Eu estarei lá!