Hoje na coluna, Lívia Carvalho . Vem nos falar sobre Como se bronzear! Confira seu blog.
Hoje resolvi escrever mais um pouquinho. Na verdade, quis me desligar por uns breves instantes da vida acadêmica e do jus enrolandi.
Estava hoje aqui em minha casa conversando com “mainha” e minha irmã (a quem apelidei há vários anos de “colega”). Mainha, recém chegada de viagem, trazia a resenha dos acontecimentos de Frei Paulo, deixando-me a par das novidades, dentre as quais, os comentários feitos por minha tia Ana e sua amiga Célia referentes as mudanças ocorridas em minha vida.
Assim que foram embora (mainha e colega), parei um pouco para refletir essas inúmeras transformações e concomitantemente, lembrei-me de vários episódios engraçados e dentre tantos, um me trouxe a vontade de escrever: A semana em que Lumma se hospedou em minha casa.
Lumma é uma das minhas primas mais novas. A quem tenho um enorme carinho. Filha de Tia Ana, tem 14 anos e é um amor de pessoa. Na verdade é pra mim uma mistura de amiga e filha. Seu único problema é a personalidade impulsiva que, por vezes faz com que a interpretem mal.
No início do ano de 2008 Lumma veio passar uma semana aqui em casa. Na época eu ainda morava na Atalaia (bem pertinho da praia). Neto estava viajando e pude dar total atenção a minha visita.
Foi uma semana inesquecível. Acho que nunca ri tanto em toda minha vida. Nós íamos à praia todos os dias, já que como citei, morava bem pertinho. Eu, branca como a neve, consegui ao final de uma semana ficar bronzeadíssima, rendendo-me o apelido de Negra-Lívia.
Além de nós duas, Ninha (minha vizinha) também nos acompanhava nesses banhos-de-sol matinais. O impressionante é que enquanto eu me bronzeava, Ninha avermelhava. Parecia um camarão. No último dia de praia, esta vizinha me ofereceu seu óleo bronzeador. Disse que minha cor iria ficar perfeita. Maldita esta hora.
Não sei onde estávamos com a cabeça. Eu e Lumma, mesmo vendo a cor de Ninha, resolvemos nos besuntar com o tal do óleo. Gente, eu me senti uma batata frita jogada em óleo fervendo. Pensei que minha pele iria se desfazer. Foi horrível!
Quando chegamos em casa já estávamos desesperadas. Lumma, coitada, não conseguia sequer abaixar os braços de tanto ardor. Passamos toda a tarde fazendo experimentos na pele. Pesquisei na internet receitas caseiras e lá fomos nós testar uma a uma para tentar amenizar essas queimaduras de terceiro grau (Já é exagero, mas deve ter sido de segundo).
Passamos tudo o que vocês possam imaginar: Leite de Magnésio, Clara de ovo, água gelada, Creme facial anti-rugas, além de termos acabado com todo o estoque de hidratantes. Lumma, menor que eu, sentou-se na piscina das meninas (Ana Flávia e Ana Sofia) e com um pequeno balde, refrescava-se na varanda, chamando atenção das pessoas que passavam. Eu passava a maior parte do tempo embaixo do chuveiro tentando diminuir o calor da pele.
Apesar da dor, não conseguíamos parar de rir. Era uma verdadeira tragicomédia. No outro dia já estávamos melhor, mas outra dessa…Deus me livre!
Até hoje, todas as vezes que encontro Lumma, rimos bastante lembrando esse episódio que, se depender de nossa vontade, jamais se repetirá!
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