Hoje na coluna, Lolita Anita. Veio nos falar sobre sua vida.

É engraçado como a vida dá reviravoltas.
Uma hora tudo está bem, O.k nem tudo, mas aí você vira e vê tudo desmoronando ainda mais do que antes.
Aí você para e se pergunta se há alguém por trás de tudo aquilo. E, se há, porque esse alguém te odeia tanto? O que você fez de tão errado assim?
Você não tem trabalho, não tem uma casa, seus amigos sumiram, não tem mais um amor (na verdade tem, mas só o que está dentro de você) e a tal lei da atração dá milhões de dólares para alguns e pra você não trás nem uma xícara de café. “O que está acontecendo com você?”.
Possivelmente, isso daria um bom título de filme. Em inglês, claro, (What’s happening with you?), até porque não podemos esquecer que, ALÉM DE TUDO, você é brasileiro (nada contra a nossa raça carnavalesca, mas convenhamos que ser brasileiro É FODA): você é o único que nunca tem nada, mas continua lá tentando e não desistindo nunca e, diga-se de passagem, ainda tendo que pagar R$ 0,20 centavos pelo pãozinho velho (isso sim me emputece!). Aliás, Raulzito e Paulo devem ter se remoído de felicidade ao verem o quanto estavam certos em criar uma música falando disso (indiretamente falando, claro).
Citando essas coisas indiretas, noto o quanto eu costumo sair dos contextos dos textos. A propósito, se alguém está lendo até aqui, eu gosto quando esses tipos de rimas se encaixam: “contextos dos textos”, “maresia da burguesia”, etc; eu costumo rir com essas palavrinhas. E, são justamente essas bobagens, que me fazem pensar se alguém, por livre e espontânea vontade, realmente se interessaria pelas crises psico-traumáticas (ah, eu adoro falar isso) de uma garota de 16 anos que, realmente, se descreve como psico-jornalista. Oh, quanta audácia, não sei nem se o “psico” se encaixa.
Mas, voltando ao tema principal, (diga-se de passagem, que antes de eu passar o texto para o computador, havia um trecho interessantíssimo sobre redações de vestibulares, mas achei que o texto ficaria pesado demais*), essa tal reviravolta (vide primeira linha) me irrita de uma maneira absurda.
Então, quando o trevo de quatro folhas, o pé de coelho, a ferradura ou a lei da atração não funciona, só nos resta sentar e rir da situação. Pelo menos você pode fazer da sua vida um reality show ou virar um humorista (nada contra os mesmos dessa profissão, claro). Quem sabe, minhas piadas, baseadas em fatos reais, seriam no mínimo engraçadinhas.
* Se um dia eu me tornar famosa, quem sabe, alguns fãs malucos encontrarão meus manuscritos e esse trecho sobre a redação de vestibular seria publicado e leiloado no E-bay, matando a curiosidade de todos vocês (se é que alguém ficou curioso com isso ou achou meu sonho engraçadinho. A propósito, aproveitando a abertura dos parênteses, eu também quero um pônei).
Nota: Eu fico triste ao notar que sempre que faço meus textos pros leitores estou, na verdade, falando de mim e pra mim.
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Fernanda Elisa Pansica