O politicamente correto (ou correção política) é uma política que consiste em tornar a linguagem neutra em termos de discriminação e evitar que possa ser ofensiva para certas pessoas ou grupos sociais, como a linguagem e o imaginário racista ou sexista.
Com a explosão de popularidade de algumas redes sociais, como Twitter, várias pessoas famosas tem perfis (atores, apresentadores, humoristas, políticos, etc.) e nós pessoas “normais” podemos segui-los e saber a opinião deles, conversar com eles, dar nossas opiniões, dar RT no que eles postam. Entre os famosos vários humoristas que fazem piadas e as publicam no microblog, sendo algumas mal interpretadas e criando várias polêmicas.
Quando aconteceu o terremoto no Japão o mundo inteiro ficou sensibilizado pela tragédia e fazer uma piada era visto como ser um “monstro” sem coração e nenhum amor ou respeito ao próximo, e praticamente a mesma coisa agora que aconteceu uma chacina no Rio.
Daí algumas pessoas se perguntam se o humor tem limites? E até que ponto o humor pode ir?
O humor não tem limites, existem dois tipos de humor: o engraçado e o sem graça. O que pode ser engraçado para um nicho de pessoas, pode não ser engraçado para outras e também ser encarado como algo ofensivo e de mau gosto. A censura do Twitter é feita pelos seus seguidores e pode ser que a maioria goste e sempre vai ter um ou outro “xarope” que vai te xingar e dizer que vai ter unfollow, mas pode ser que a maioria goste, então vale a pena ser feita a piada.
Eu vi um twett do humorista Léo Lins dizendo, mais ou menos isso, que um músico pode fazer uma musica sobre a tragédia, um pintor pode pintar um quadro sobre uma tragédia, um poeta pode fazer um poema sobre uma tragédia e ta tudo tranquilo, mas um comediante/humorista fazer uma piada sobre uma tragédia é o fim do mundo. Entretanto você não pode tirar o direito de um profissional trabalhar, mesmo se for sem graça, e não é necessário levar a sério as coisas ditas ou twittadas por humoristas.
Não podemos fazer piadas das catástrofes globais, porém no Brasil nós votamos e elegemos nossos próprios “desastres”, que são os políticos com a corrupção, o descaso com a população, cultivando a desigualdade social, falta de segurança, uma rede hospitalar deplorável, vendo um reajuste salarial ridículo e o ensino público indo de mal a pior.
Isso sim é uma piada de mau gosto.