
Recentemente, ou não tão recentemente, em nossas telas cinematográficas tupiniquins estreou o filme Avatar. Já disponível em DVD, Blu-ray, fita K7 e vinil. À venda nos melhores camelôs e casas do gênero.
Tem muita filosofia em Avatar. Sério.
Primeiramente, há um elo interessante a salientar. Podemos equiparar a situação do filme perfeitamente como uma analogia ao sistema de colonização da América do Sul, onde “é pau, é pedra e é o fim do caminho” (Jobim, 1970).
A situação dos colonizadores, no caso do filme, os humanos, e a situação dos “smurfs da selva”, os Na’vi, é a mesma coisa da nossa condição aqui, nos nossos quinhentos anos de Brasil, terra de Cabral.
Só pra começar, os Na’vi são azuis, exatamente iguais aos nossos índios, azulões, em seus brilhantes redutos de mato. Onde eles pisam brilha, exatamente igual a nada. Nenhuma plantinha brilha ao pisar de ninguém. Isso é muito gay.
Eles falam uma língua escrota, igualzinho o Tupi guarani: a língua Na’vi. A diferença é que ninguém vende dicionário de Tupi. Aliás, nenhum fã imbecil fica estudando um idioma inventado para a porra de um filme. Os fãs de Avatar fazem isso. (Skxawng!!!)
Eles, os nativos, têm a piroca no cabelo, assim como a extinta tribo amazônica “picca nu pixaim”, do alto Xingu. E usam a mesma rôla para copular com cavalos de seis patas e dragões, onde Freud explica tal atitude como uma sublimação da libido oriunda do complexo de Édipo, onde o nativo opta por comer um cavalo, diante da impossibilidade de comer a própria mãe. Tsahelu, Jake!
Além de comer cavalo, eles se pintam (como eu pinto), do mesmo jeito dos índios, com suas tatuagens tribais feitas no atelier Tatoo Xingu LTDA. Uma atitude comumente citada por Schopenhauer como simplesmente esquisita.
Graças à miscigenação das raças, os nativos de Pandora têm rabo, assim como os macacos trazidos da África para o Brasil, nas navegações escravistas. Podemos sugerir uma clara inferência sexual entre macacos e índios azuis com a pemba no cabelo. Essa relação, aqui no Brasil, supostamente teria criado a Marília Gabriela. Freud explica.
Para piorar, tem uma porra de uma ONG da Sigourney Weaver, que não serve pra nada, igualzinho as ongs estrangeiras aqui em nosso Brasil contemporâneo.
Continuando, a estória se baseia em um monte de americanos, digo, humanos, querendo tomar à força os recursos naturais dos primatas-índios-azuis. Familiar pra você? Exato, foi exatamente assim que Michael Jackson conseguia namorados. A vida imita a arte que imita a porra toda que depois processa e ganha uma grana.
Só pra constar, os nativos têm quatro dedos. Exatamente igual ao presidente Lula. Logo, James Cameron é petista.
Logo[2]: Se depender de Jake Sully, é Dilma na cabeça. Tsahelu, Dilma!
Sendo assim, concluímos que Avatar é um filme feito para Nerds idiotas que não transam.
Eu assisti Avatar mais de três vezes. Logo…
Gustavo Alvaro – @ggalvaro