
Sinceramente, álcool é uma verdade. Bem dizia Pedro Álvares Cabral, ao tomar seu café com cachaça ao molho de índias: “Eu bebo sim, e estou vivendo. Tem gente que não bebe e está morrendo”. Ou seja, desde os tempos mais remotos, o homem costuma beber para ser feliz.
Segundo Hobbes, expoente máximo do contractualismo etílico, “a cachaça é o molho do homem”. O contractualismo etílico preza principalmente a instituição do “Bar Natural”, onde os homens sejam perfeitamente iguais (bêbados), almejem a mesma coisa (cachaça), tenham a mesma necessidade (cachaça) e sejam movidos pelo mesmo senso de auto-preservação (da cachaça). Trocando em miúdos de frango, isto significa que, aqui, nesta mesa de bar, você já cansou de escutar centenas de casos de amor – mas não está nem aí – o que te move é a marvada pinga.
Vamos à aplicabilidade do nosso estudo de caso. Por exemplo, você veio até este texto porque não tem absolutamente nada pra fazer, certo? CORRETO. Se você possuísse um copo de cana, neste exato momento você o estaria bebendo e não perdendo seu tempo nesta coluna humorístico-filosofal (não rimem). Logo, a cachaça te ocupa, te dá trabalho, principalmente trabalho para se locomover. Cachaça é emprego, é PAC, é UPP, é a salvação da economia brasileira. O Brasil é movido a Big Brother, cerveja e dança dos famosos.
O lado do mal vem agora. Você pega seu carro, total flex, movido à gasolina, óleo diesel e velho barreiro – isso, depois de traçar sete flechas de pinga, três traçados de fogo paulista, dez pingados de catuaba de oxum, santo daime, vinte caixas de cerveja e quatro cigarros. Aí você fala, abusando de toda sua retórica: EU TÔ BEIM, GENTCHY! Você solta a porra da embreagem, pisa o demo no acelerador, peida, ronca, assopra e BATE! (experimente preencher a leitura desta parte do texto com uma onomatopéia relevantemente barulhenta). Bate e mata sete homens, quinze mulheres, trinta e nove crianças, duas vovós, uma sogra e ainda por cima mata a Márcia Goldschimidt (há males que vem para bem).
Parabéns, você morreu! (preencha este trecho trágico com um sonoro e babaca “Aêêêê…”)
E no final das contas, ainda quer reclamar desta pequena multa de sete mil reais por dirigir alcoolizado e setenta e nove pontos na carteira? (além do resto da eternidade na fila do bafômetro do inferno…)
Pague a multa e seja feliz. Dá próxima vez que beber e dirigir, atropele o Raul Gil. Faz esse favor…
*Gustavo Alvaro gostaria de enfatizar que não bebe, não fuma, não fode e não torce pro flamengo. Este texto não pretende ser uma forma de apologia ao consumo de álcool, nem ao consumo de drogas, nem ao consumo de cigarros e nem ao consumo de figurinhas da copa.
Gustavo Alvaro – @ggalvaro
e podia matar o Didi tb q eu ficava mtooo feliz!
Show de bola!!!
Só não gostei de você não ser FLAMENGUISTA!
husahushas, brinks! ^^
Abraços….
Alimentar meu hamster e bater minhas bolas?
Como?
Prezada, não curto Sadô.
Beijos.