Logo mais vou pro Rio de Janeiro. Será a terceira vez que me aventuro pela terra do Samba, do Funk e dos incríveis Bueiros Cuspidores de fogo. E como minha vida parece mesmo ser uma comédia, não tive nenhum contato com algo que conhecia do Rio. Ou seja: Não entrei em Baile Funk (Obrigado, Senhor), não fui ao Maracanã, não vi ensaio de escola de samba, nem fui assaltado. Ainda. Mas nem por isso minha estadia pela cidade maravilhosa deixou de ser interessante.
Fui pra lá porque arranjei uma namorada fluminense (e que ela não leia isso pois ela é Flamengo). Aí já viu! Por mulher, se faz o que pode, o que não pode e o que ainda não pensaram em fazer. Peguei minhas trouxinhas e parti pra cidade de Noel Rosa, Sergio Mallandro e Zé Carioca. E minha passagem pelo município do PROJAC foi marcante! Não, não foi. Durou os extasiantes 15 minutos. Do Cristo não vi nem a bata. Mas foi tempo suficiente para constatar que no Rio, é só o paulista chegar e levantar o dedo que já sai pegando e entrando logo por trás! É óbvio que eu estou falando dos ônibus. E com esse ônibus parti para a grandiosa, linda e excitante Niterói. Onde fiquei por 10 minutos. Pois é, meu destino mesmo era São Gonçalo. São Gonça para uns, fim do mundo para outros, não importa. Era lá que morava o meu amor. Na verdade, não lá exatamente… na verdade, era em Itaboraí, cidade vizinha que se você colocar no Google Earth, ele vai te responder:
“Você quis dizer: Acre?”
Enfim, o importante é que cheguei bem, só ouvi 18 versões de “Eguinha Pocotó” e depois de namorar e perder TODAS as fotos que tirei, saí de lá de… sei lá onde eu tava… e voltei pra minha casa.
Alguns meses depois lá estava eu na terra de Alexandre Frota outra vez. Desta feita pra ver, como diria meu pai, POU MAKATINEY. Pude conhecer mais da cidade e tal. Foi tudo lindo até a volta. Quando o motorista de uma das Vans da minha excursão resolveu enfiar o pé na jaca em algum pé de morro e se perder da gente. E SUMIR com a Van. E minhas coisas! Resultado? Minha última imagem do Rio de Janeiro foi conhecendo as maravilhosas instalações carcerarias cariocas. Onde pude tirar um gostoso cochilo, enquanto faziamos B.O de roubo e alguns deliquentes simpáticos iam sendo levados ao seu novo lar.
No final tudo deu certo. Ou quase. Bom, nem tenho tempo pra pensar muito. Tô arrumando minhas malas para, de novo, ir ver minha paixão carioca. Ou mineira, acreana, seja lá em que estado for a casa dela. Tô indo! Saudações cariocas! Mando um postal da próxima delegacia que eu pernoitar! Fui!
Ah, esse amor interestadual…
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