No fim de semana, estreia em cinemas de todo o país o filme jovem “Desenrola”, que é dirigido por Rosane Svartman e estrelado por Kayky Brito.
“Desenrola” conta a história de Priscila (Olívia Torres), uma menina romântica de 16 anos que fica sozinha em casa por 20 dias. O período de liberdade traz mudanças à vida da adolescente – e uma delas é a possibilidade da esperada primeira vez. É quando Priscila consegue conquistar Rafa (Kayky Brito), o menino mais disputado do colégio. No entanto, as coisas não saem exatamente como ela esperava – e em meio às expectativas e sentimentos confusos desse momento a história acontece.
Tem direção de Rosane Svartman e contou com a participação do público, que ajudou a banda Agnela a compor uma música para a trilha sonora, opinou na escolha do elenco e sugeriu diálogos e detalhes da trama. “Uma das principais questões no início do trabalho era que ele fosse horizontal. Então, precisávamos ir onde esse público estava, que era na internet”, conta Rosena. Por isso, depois de produzida a web-série “Desenrola”, a diretora escreveu o roteiro do filme e foi a diversas escolas para discuti-lo com os adolescentes.
Foram quase 500 jovens entrevistados até que se passasse a uma nova etapa. “Depois, começamos a usar a internet e ferramentas sociais porque, com elas, eu não precisava estar fisicamente nos lugares para interagir”. O resultado da iniciativa foi melhor do que o esperado. “Às vezes, os comentários davam dicas surpreendentes. Quando abordamos o tema ‘paixão platônica’, por exemplo, uma menina contou que tinha uma paixão e que descobria os lugares aonde o menino ia para segui-lo”, relata. “E, no filme, há uma cena em que a Priscila, que odeia sol e se acha ridícula de biquíni, vai à praia porque sabe que o Rafa estará lá”.
“Desenrola” é um filme que vale a pena ser visto não só pelo elenco ou pelo formato inovador através do qual foi produzido, com a participação direta do público, mas também porque conta uma história com a qual é fácil se identificar. “Quando a gente começou a fazer o filme, queria uma história que todo mundo viveu. E começamos a pensar o que ultrapassa gerações e as pessoas vivem em comum”, explica Rosane. “Você sempre quer o que não pode ter, não quer o que tem, sente uma ansiedade de viver antes do tempo e isso gera angústias, mas também causa boas surpresas”.
texto: IG