Chega de Hipocrisia! Estudar uma ova! Estudar pra quê? Pra pegar ônibus lotado por 20 anos, viver no perrengue, tomar trote, ser escravisado no estágio, tomar bronca de patrão mais uns 15 anos PRA SÓ DEPOIS TER VIDA BOA?!? NEM A PAU JUVENAL! Pro meu filho (e, ainda que BEM indiretamente, pra mim) eu quero outra história!
Se depender de mim, a vida do meu filho será assim:
. Quando ele nascer, vou colocar o nome dele de “Dilmenrique Lula da Silva Quadros” só pra ele (e eu, com um singelo boné com meu número de contato) aparecer no Fantástico.
. Com 2 anos, vou gravar um video dele no Youtube dançando Lambada (na frente de um cartaz com meu número de contato).
. Com 3 anos, depois de virar hit na Web, ele irá no Programa da Eliana dançar a Lambada ao vivo (com um bonezinho infantil com meu número de contato).
. Com 5 anos vou obrig… hum,hum… incentivar ele a cantar bonito para participar de algum show de talentos.
. Com 13 anos, graças ao meu grande incentivo musical, ele vai montar uma Boy Band de sucesso (e comprar uma casinha melhor pro paizão, né?).
. Dos 13 ao 20 anos ele vai viver de aparições em programas do SBT (O que vai dar uma graninha boa pro papai comprar um carro novo).
. Aos 20 anos, mais ou menos, já dá pra participar de algum reality show (e acumular mais uma graninha pra deixar o velho feliz em casa).
. Com 30 anos, eu já vou estar velhinho e cansado de tanto trabalhar e é uma boa hora pra ele tentar uma carreira solo.
. Com 40 anos, provavelmente eu vou estar de fraudão e sem poder trabalhar. Mas isso é só pra ilustrar a época em que ele vai ingressar na carreira política.
. E entre os cargos de Deputado e Senador, é claro que meu filhão não vai esquecer daquele velhinho que tanto trabalhou pra dar um futuro a ele. E meu filhão, com certeza, vai me dar finalmente um bom e merecido descanso, em forma de uma casinha simples em Fernando de Noronha.
Mas isso tudo são só sugestões. Sendo que, se meu incentivo para a música não der certo e se meu querido filho não quiser seguir esses passos, eu deixo ele ser… sei lá… um grande jogador de futebol. Afinal, o que importa é o desejo e o bem estar da criança.